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Adriana Barra Inaugura loja inspirada em hotel
A Dream. O nome ("Um Sonho", em português) dado à loja de Adriana Barra, inaugurada nesta quarta-feira, 9 de setembro, nos Jardins, em São Paulo, tem tudo a ver com o espaço. A estilista - uma das participantes do seminário A Felicidade Mora Aqui, promovido pela revista Casa e Jardim - já tinha uma loja na cidade, mas estava à procura de um imóvel maior. A inspiração para montar os ambientes, decorados por ela mesma, veio dos pequenos hotéis design. “Minha vontade era a de explorar outras coisas no universo da estamparia e não montar um simples espaço de compra e venda. Quero que as pessoas também se encontrem aqui para comer, tomar um drinque, conversar...”, explica a estilista, que contratou os serviços de um chef de cozinha para o local.
Com 350 m², a Boutique Cosmo Beach Hotel, como foi batizado o conceito da loja, oferece atendimento diferenciado. Distribuídos pelos dois pisos, estão peças de roupa criadas pela estilista e produtos para casa, alguns da linha própria de Adriana e outros, vindos da parceria com a Micasa. Além disso, também podem ser encontrados itens de moda infantil e até acessórios para animais de estimação.
Aqui, a estilista fala à Casa e Jardim sobre o novo projeto e o uso de estampas na decoração. Confira a entrevista:
Casa e Jardim - Esta loja tem um conceito totalmente diferente da que você tinha antes, em São Paulo, e da que você tem no Rio de Janeiro. Como surgiu a ideia? Adriana Barra - A outra loja estava muito pequena e eu precisava de mais espaço. Esta casa caiu do céu: tem um tamanho perfeito e uma história muito bacana. Antes, ela pertencia a uma modista francesa (Dolores Freval), que praticou a profissão até os 80 anos de idade. Não sou estilista. Minha vontade era a de explorar outras coisas no universo da estamparia e não montar um simples espaço de compra e venda. Quero que as pessoas também se encontrem aqui para comer, tomar um drinque, conversar... Teremos um chef de cozinha. É importante usar os cinco sentidos, para daí desenvolver o sexto, o sétimo...
CJ - A decoração foi inspirada em um hotel. Era uma vontade antiga ou aconteceu por acaso? Até as araras são bagageiros... AB - Na verdade, esse foi o ponto de partida. Eu estava pensando em um conceito novo, porque o de casinha, que criei para a loja antiga, já estava muito batido e foi bastante copiado. Aí eu vi os bagageiros e pensei: "É isso!". Por ter rodinhas, os carrinhos também facilitam a movimentação e eu queria essa flexibilidade.
CJ - Para você, a estampa na decoração é o centro ou um complemento? AB - Depende da pessoa. Para mim, é o centro, né? (risos) A estampa muda tudo em um ambiente e o bacana é que as pessoas reconhecem isso. Se você tem uma sala toda cinza e um porta-cartões estampado em cima de uma mesa, por exemplo, aquilo faz toda a diferença. As atenções se voltam para a estampa. É algo pontual, que se destaca. Pode ser um ambiente com um boom de estampas ou apenas um objeto. Isso mexe com as pessoas.
CJ - E o que vem por aí, em termos de estamparia na decoração? AB - A tendência é aumentar cada vez mais. O mundo está absorvendo a estamparia. É um conceito global, que existe desde sempre. Se você for ver, o homem já desenhava nas cavernas, né? As estampas contam histórias e passam sensações, sejam elas horrorosas, lindas ou lúdicas.
CJ - Qual é sua inspiração na hora de criar as estampas? AB - Nenhuma. As pessoas sempre me perguntam isso, mas não tem resposta. É um momento em que eu sento e coloco ali tudo o que me vem à cabeça. Eu procuro usar sempre uma cartela de cores bem variadas. Pode reparar: se você compara duas estampas bem diferentes, mas que utilizam os mesmos tons, as pessoas vão achar que é a mesma coisa. Entre duas estampas iguais, de cores diferentes, quase ninguém nota a semelhança.
CJ - Qual é o seu conceito de felicidade na decoração da casa? AB - São coisas que eu gosto e que me trazem lembranças de viagens, da infância, de momentos... Eu adoro usar na decoração brinquedos ou objetos dos lugares pelos quais eu passo. Acho que a felicidade está aí. Às vezes, você transforma seu humor olhando para aquelas coisas, que trazem à tona os bons momentos vividos. É uma forma de carinho.

Fonte: Revista Casa & Jardim |
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